quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Exercitar a cidadania

É comum ao circular pela cidade de São Paulo observarmos veículos ocupando às vagas reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Sob os mais diferentes motivos, as pessoas ocupam argumentando “que é apenas um minutinho!”

É importante notar que essas pessoas são as mesmas que cobram ética, boa conduta e honestidade dos políticos e de outros semelhantes. Ou seja, o pecado venial é permitido, "o pecado cometido por mim, é aceito". Estranha forma de relacionamento social, onde somente os demais devem ser condenados, pagar pelos seus erros e etc.

Aos fatos: Por que são disponibilizadas vagas especiais para pessoas com deficiência?

Não é uma questão de privilégio, evidente que não. Essas vagas são destinadas para equiparar os mais diversos acessos que a cidade dispõe. Quando colocadas em shopping, supermercados e afins, tem a mesma finalidade: facilitar e equiparar o acesso.

Alguém já tentou circular com uma cadeira de rodas numa área de estacionamento movimentado? É uma aventura. Ou então: já usaram cadeiras de rodas e estacionaram numa rua qualquer distante da vaga reservada? Acredito que não! Observem que em regra, as vagas reservadas ficam próximas de guias rebaixadas, assim há mais espaço para embarque e desembarque. Pois então, se temos uma cidade desigual, é necessária a adoção de medidas que possibilitem a equiparação de oportunidades e acessos. Equiparar não é privilegiar; equiparar é nivelar o direitos das pessoas. Quando as vagas direcionadas às pessoas com deficiência, são ocupadas por carros sem identificação, é um ato que fere o exercício da cidadania e os direitos do cidadão com deficiência.

Vamos exercitar cidadania. Respeitar o direito alheio é uma forma de cidadania.

Ariovaldo Vieira da Silva

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